quem pôde estar no mato
de uma África sem guerra
lembrará sempre o som
que um coro de insectos
oferecia em concertos
de fim de tarde
em pôr-do-sol deslumbrante
a terra quente transmitia
carícias na pele
bálsamo para a tortura que o Sol
durante o dia impunha
a memória fica no interior
onde mais se sente o negro
dos dias ainda por viver
o Mar na costa do Índico
de beleza extrema
é coisa de Branco e Árabe
carlos peres feio, PSM









































